Ensejo Contínuo
Ao chegares e ouviresAs palmeiras alegres
E pranzenteiras,
Não te enganes,
Nem te empolgues,
Não o fazem por ti.
É apenas o vento,
E tão simplesmente
Ele.
Nem te impressiones
Com o farfalhar
Das folhas secas
Ou com o seu crepitar
Sob teus pés.
Nada contigo
E ao mesmo tempo, tudo.
Não te festejam,
Tão somente,
Esmigalham-se ruidosas
Quando pisadas.
Assim as fontes,
As cascatas cantantes,
As gotas coruscantes,
Os céus, as estrelas,
Os astros luminosos,
Iluminados ou chamejantes.
Todos exaltam e festejam
Não a ti e nem amim.
Nada se alegra, transmuda-se
Ou se entristece
Contigo ou comigo.
Por lá ou por cá,
Algures ou alhures;
Nada, em momento algum,
Soa ou ressoa comigo,
Contigo ou conosco.
Tudo ao nosso derredor,
Enseja e convida
À exaltação e à glorificação
Do Criador nosso
E de tudo mais.
Necessitamos, por uma
Simples questão de lógica,
De participarmos desse coral imenso,
Entoando cânticos magníficos
E infindáveis de louvor
Ao meu, ao teu,
E ao nosso
Criador
Goiânia - 01/04/04

0 Comments:
Post a Comment
<< Home